domingo, 25 de junho de 2017

Orquestra Sinfônica da UFF celebra 130 anos de Villa-Lobos


A Orquestra Sinfônica Nacional da Universidade Federal Fluminense (UFF) celebra hoje os 130 anos do compositor Heitor Villa-Lobos, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, palco em que o próprio Villa-Lobos estreou muitas de suas obras. Os ingressos já estão à venda, ao preço único de R$ 10.
O programa vai apresentar parte das Bachianas Brasileiras para piano e orquestra. A obra tornou Villa-Lobos conhecido internacionalmente. As Bachianas foram compostas entre 1930 e 1945.
A pianista Sônia Rubinsky, uma das maiores intérpretes de Villa-Lobos na atualidade, é o destaque no concerto, cuja regência será do maestro Tobias Volkmann, titular da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio.
Ontem (24), foi a vez de a Orquestra Petrobras Sinfônica se apresentar no palco do Municipal, sob a regência do maestro Felipe Prazeres e participação, como solista, do pianista Alexandre Dossin.
No repertório do Concerto da Série Vesperal Portinari fazem parte peças de Francisco Braga, Aram Khachaturian, Zoltán Kodály e Johannes Brahms.
Para a apresentação da Orquestra Petrobras Sinfônica, os preços variam de R$ 20 (galeria) a R$ 576 (frisas e camarotes). Balcão superior tem ingressos a R$ 50 e plateia e balcão nobre, a R$ 96.

Por Alana Gandra - Repórter da Agência Brasil

sábado, 24 de junho de 2017

Sem patrocínio, começa no Rio o 19º Salão do Livro Infantil e Juvenil


Começou hoje (21), exclusivamente para professores, o 19º Salão do Livro Infantil e Juvenil, promovido pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ), no Centro de Convenções SulAmérica, na Cidade Nova, região central do Rio de Janeiro. A partir de amanhã (22), o evento estará aberto para escolas e o público em geral.

“O salão está cinco vezes menor; a gente está sem patrocínio”, lamentou, em entrevista à Agência Brasil a secretária-geral da fundação, Beth Serra. Em vez de 12 dias de duração, como aconteceu nas edições anteriores, o Salão 2017 foi reduzido para oito dias, estendendo-se até 28 deste mês. “Mas a gente conseguiu, pelo menos, manter a sequência”.
Em 2018, o Salão do Livro Infantil e Juvenil completará 20 anos de existência. “Eu costumo dizer que 2016 foi o salão da resistência. Este ano, é o salão da perseverança, da teimosia”, sublinhou Beth. Ela acredita, porém, que o Salão voltará ao tamanho anterior, conseguindo novos patrocínios. “Acredito que tem uma luz no fim do túnel para que as coisas sejam diferentes no ano que vem. A gente não perde a esperança”.
Verba para livros
Apoios tradicionais do passado, como da Petrobras; do Departamento do Livro, da Leitura e da Biblioteca, do Ministério da Cultura; e da Secretaria Municipal de Cultura do Rio não tiveram continuidade este ano. O que garantiu a realização do evento foi a manutenção, pela prefeitura carioca, da verba para os professores adquirirem livros no evento, informou Beth Serra.
“Isso já é uma tradição quase do início do salão, criada na gestão do prefeito Cesar Maia, que se mantém ao longo dos anos. Os secretários de Educação mantêm isso, o que motiva os editores a estarem presentes, porque tem a verba garantida para compra dos livros”, explicou. Nesta edição, participam 37 editoras.
Professores de mais de 1.500 escolas vão comprar livros no salão. Beth salientou que isso faz parte do projeto de leitura e de educação do município. A verba dada pela prefeitura soma cerca de R$ 960 mil, à média de R$ 600 por escola, e se destina exclusivamente à aquisição de literatura infantil. Segundo Beth, esses recursos são muito importantes, porque o Programa Nacional da Biblioteca na Escola, do Ministério da Educação, que era fundamental para a formação de leitores jovens, foi interrompido em 2015.
A expectativa é que 5 mil crianças da rede municipal de ensino visitarão o salão, que receberá também estudantes de escolas particulares e de organizações não governamentais (ONGs) que trabalham com leitura e literatura. No espaço ocupado nesta edição do evento cabem 700 pessoas por turno (manhã e tarde).
Seminário
Em paralelo ao Salão do Livro Infantil e Juvenil, será realizado nos dias 26 e 27 próximos o 19º Seminário FNLIJ Bartolomeu Campos de Queirós, cujo tema central é o Prêmio FNLIJ: Seleção 2017. O seminário é voltado para educadores, que têm a oportunidade de conhecer os vários livros premiados pela entidade, recomendados para constar de bibliotecas das escolas para leitura de professores, alunos e suas famílias. Foi mantido também este ano o encontro de escritores infantis e juvenis indígenas.
Beth Serra destacou que, durante o evento, também haverá encontros paralelos, “que são uma coisa que a gente foi criando e ganharam corpo, mas têm uma demanda grande”. Esses encontros paralelos são abertos ao público, mas limitados ao número de vagas. Não é necessário fazer inscrição prévia. Cada mesa de debate dura em média uma hora, com temas ligados à leitura, literatura, biblioteca. Ao todo, serão 20 encontros paralelos.
O Salão do Livro Infantil e Juvenil ficará aberto de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 17h, e no sábado (24) e domingo (25), das 10h às 18h. O ingresso custa R$ 12,00, com meia entrada para menores de idade, estudantes, idosos e portadores de deficiência. Os agendamentos de visitação escolar e outras informações podem ser feitos nos telefones (21) 2262-9130 / 2262-9840 ou (21) 986047175 (mensagem de Whatsapp) ou pelos e-mails visitacaoescolar@fnlij.org.br e salaofnlij@fnlij.org.br.
Por Alana Gandra, da Agência Brasil




sexta-feira, 23 de junho de 2017

Brasil é o 7º em acesso à internet entre nações da América Latina e Caribe


Na América Latina e Caribe, apenas 49% da população tem acesso à internet - Arquivo RIO - No mundo globalizado, a internet assume um papel cada vez mais importante para pessoas e empresas. Mas, infelizmente, nem todos usufruem das facilidades que a web proporciona. Análise feita pela Alliance For Affordable Internet (A4AI) sobre as políticas e regulamentos desenvolvidos para tornar a internet mais acessível para a população mostra que o Brasil ainda tem muito a fazer pela frente. De acordo com o relatório de acessibilidade referente à América Latina e Caribe, o país ocupa a sétima posição, atrás de Colômbia, México, Peru, Costa Rica, Equador e Argentina. Na região, 49% da população tem acesso à internet e apenas 35% à banda larga móvel. No ranking global, que reúne 58 países, o Brasil aparece em 10º lugar.
Por aqui, o cenário não é muito animador. De acordo com Rafael Zanatta, pesquisador de telecomunicações do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), o Brasil passa por um momento delicado, onde as políticas de banda larga foram praticamente paralisadas.
- Há profundas desigualdades regionais no Brasil e mesmo dentro de estados ricos como São Paulo, onde há milhões de famílias desconectadas. Os fundos de universalização como o FUST nunca foram utilizados. Nos últimos vinte anos, o FUST arrecadou R$ 20 bilhões. Só 0,5% foram utilizados para universalização das telecomunicações, de acordo com o Tribunal de Contas da União. É preciso rever isso urgentemente, garantindo utilização de políticas para zonas carentes, zonas rurais e locais de baixo investimento em infraestrutura - aponta Zanatta, que coordenou o livro "Escassez artificial - Contestando a implementaçao da franquia de dados na internet fixa" (para baixar a publicação, clique aqui).
O especialista explica que o estudo da A4AI analisa um conjunto de políticas públicas para garantia do acesso à internet. O Brasil, apesar de ter o Comitê Gestor da Internet e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) atuando em diferentes áreas - conexão à internet e telecomunicações -, falha em utilizar corretamente os fundos de universalização e falha em promover a competição para pequenos provedores:
- Hoje, infelizmente, 85% do acesso é provido por grandes operadoras como Net, Telefônica e Oi. O Brasil precisa estruturar seriamente uma política de promoção aos pequenos provedores. São mais de 2.000 hoje no país, mas eles precisam de competitividade em grandes centros urbanos.
Para que o Brasil reverta este quadro e avance em relação a outros países da região em maior acessibilidade da população à internet e aos serviços oferecidos, inclusive em termos financeiros, há muito o que melhorar. Primeiro, diz ele, é necessário estruturar políticas públicas que dialoguem e ter mecanismos de coordenação institucional dessas políticas (Brasil Inteligente, Banda Larga nas Escolas, Plano Nacional de Banda Larga, entre outros). Em segundo, priorizar apoio aos pequenos provedores, apoiando uso de infraestrutura existente, como, por exemplo, postes em rodovias estaduais e federais, por exemplo.
- Outras medidas são necessárias, tais como redesenhar as regras do FUST e proibir o desvio de finalidade desses recursos; estimular que os grandes provedores tenham preços variáveis e sensíveis às desigualdades regionais dentro do país; desenhar a política de utilização de espectro de modo a expandir os provedores comunitários, além de estimular a correta utilização do Satélite Geoestacionário para levar a internet para regiões mais distantes, beneficiando um percentual significativo da população - completa Zanatta.
Pot Ione Luques, em O Globo

quinta-feira, 22 de junho de 2017

A tormenta e o tormento


E como explicar ao jornalista estrangeiro recémchegado para cobrir a crise que os dois personagens xingando-se nos noticiários eram íntimos até outro dia, a ponto de se reunirem clandestinamente na calada da noite, num porão, para trocarem confidências pouco republicanas. E que um deles — o que está chamando o outro de "líder da mais perigosa organização criminosa” — é um poderoso empresário corrupto e corruptor. E que o segundo, que replicou classificando o autor da ofensa de "o bandido notório de maior sucesso da História” é ninguém menos que o presidente da República.
Tom Jobim tinha razão: o Brasil não é para principiantes e muito menos para viajantes. Para estes, está cada vez mais difícil entender um país em que um tribunal superior absolve por excesso de provas, em que a primeira-dama de um estado falido conseguiu gastar R$ 11 milhões em joias e em que o chefe do governo federal e nove de seus ministros estão sendo investigados por crimes que vão de corrupção ativa e passiva até lavagem de dinheiro, falsidade ideológica ou fraude em Licitações. No Legislativo, por sua vez, já foram abertos inquéritos contra 29 senadores e 42 deputados federais, incluindo os presidentes do Senado e da Câmara. Sem falar num ministro do Tribunal de Contas da União, um procurador, três governadores e 24 outros políticos. Só com base nas delações de executivos de uma empreiteira, a Procuradoria-Geral da República encaminhou ao Supremo Tribunal Federal 83 inquéritos. A corrupção aqui é democrática, pois contempla outros partidos: um de oposição e o outro que ainda não sabe se será, está pensando. Em ambos, dirigentes importantes estão até aqui de denúncias — um foi presidente e o outro tentou ser.
Em resposta a essas revelações que estarrecem o país, surgiu um festival de desmentidos e justificativas cínicas e incoerentes, a começar pelo próprio presidente, que aceitou receber quem chama de "bandido” em casa, isso depois de viajar de graça em seu avião e participar de sua festa de casamento. Porém, as contradições e incoerências não acontecem por acaso, elas têm intenção e lógica: estão todas a serviço de um esquema criminoso que, através de sofisticado mecanismo de suborno, infiltrou-se em todas as instâncias do poder, fazendo do Brasil a quarta nação mais corrupta do mundo.
E ainda pode piorar. Se o colega permanecer mais algum tempo, talvez assista ao mais dramático capítulo dessa deplorável novela. Com a prometida denúncia do procuradorgeral, aguarda-se uma tormenta na política e um verdadeiro tormento para o presidente.

Por Zuenir Ventura, em O Globo

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Hora de desligar aparelhos

Que diabo de estabilidade é essa? O Tribunal Superior Eleitoral, num espetáculo caro aos cofres públicos, perdeu toda a credibilidade
 Plenário do Senado Federal vazio após divulgação da delação da JBS que atingiram diretamente o presidente Michel Temer - 18/05/2017 (Andressa Anholete/AFP) 

No terceiro ano da Lava Jato, um assessor do presidente é filmado correndo com uma mala preta. No interior da mala, R$ 500 mil de uma pizzaria. Antigamente, tudo acabava em pizza. Aqui começou numa pizzaria chamada Camelo. Depois da delação da JBS, Temer entrou em guerra com a Lava-Jato. Os métodos são os mesmos, politizar a denúncia, investir contra juízes e investigadores. Os detalhes da denúncia da JBS são conhecidos, foram repetidos ad nauseam na televisão. A iniciativa de Temer ao partir para o confronto marca mais um capítulo de uma resistência histórica à Lava Jato.
Nas gravações divulgadas, Lula foi o primeiro a articular uma reação, criticando os procuradores, confrontando Sérgio Moro, politizando ao máximo a luta contra o que chama de República de Curitiba. Lula tentou articular uma reação. Ele percebeu que todo o sistema politico partidário poderia ruir. Não conseguiu avançar. Havia a possibilidade do impeachment, e o tema da luta contra a Lava Jato caiu para segundo plano.
Num outro compartimento, as gravações de Sérgio Machado mostram a cúpula do PMDB tramando para deter as investigações. Nas intervenções de Romero Jucá fica claro que a expectativa era deter a sangria. Mas ao mesmo tempo era preciso derrubar o PT. Possivelmente, julgavam-se mais capazes, uma vez no poder, de realizar o sonho de preservação do sistema.
As intervenções de Aécio Neves, presidente do PSDB, são mais ambíguas. Aécio não assumia publicamente que era contra a Lava Jato. No entanto, articulava leis para neutralizá-la, seja pela anistia ao caixa dois ou pela Lei de Abuso de Autoridade. No terceiro ano da Lava Jato, Aécio é gravado tratando de dinheiro com Joesley Batista, um empresário, por boas razões, investigado em várias frentes.
A resistência do velho sistema foi se esfacelando até encontrar, agora em Temer, o último general, com uma tropa de veteranos da batalha como Eduardo Cunha. É um presidente impopular que se escora apenas na cativante palavra estabilidade. A mesma que Gilmar Mendes utiliza ao absolver a chapa Dilma-Temer diante de provas que o relator Herman Benjamin classificou de oceânicas.
Que diabo de estabilidade é essa? O Tribunal Superior Eleitoral, num espetáculo caro aos cofres públicos, perdeu toda a credibilidade. Mas mesmo ali, julgando um fato passado, a Lava-Jato estava em jogo. Não só porque desprezaram provas da Odebrecht.
O ministro Napoleão Nunes mostrou-se um bravo soldado do sistema em agonia. Referindo-se aos seus delatores, falou na ira do profeta passando a mão pelo pescoço, como se fosse decapitá-los. Num mesmo espetáculo, soterram provas contundentes, e um deles se comporta, simbolicamente, como se fosse um terrorista do Estado Islâmico.
Nada mais instável do que abalar a confiança na Justiça. As reformas necessárias, os 14 milhões de desempregados são uma realidade inescapável. Mas a estabilidade que o núcleo do governo está buscando é uma proteção contra a Lava-Jato. Oito ministros são investigados. O chamado núcleo duro, Moreira Franco e Padilha se agarram ao foro privilegiado.
Olhando o futuro próximo, não é a estabilidade que vejo, e sim turbulência. Um presidente desmoralizado pelos fatos policiais vai buscar todas as maneiras de se agarrar ao poder. Quando tiver de hesitar entre a estabilidade fiscal e a do seu cargo, certamente lançará mão de pacotes de bondades.
Mesmo um presidente indireto teria de seguir a sina de Lula, Renan, Jucá, Aécio e do próprio Temer. Uma das condições para que o Congresso escolha alguém é a promessa de proteção contra a Lava-Jato. Tarefa inglória. Todos falharam até agora. Por que um presidente nascido de uma escolha indireta teria êxito?
O seu trabalho seria desenvolvido num período eleitoral. A experiência mostra que nesses períodos a sociedade tem um peso maior sobre as decisões do Congresso. Isso completa a visão de que não há estabilidade à vista, mas uma rota de turbulência. A escolha portanto é voar para frente ou para trás. Desligar ou não os aparelhos do velho e agonizante sistema politico partidário, ancorado na corrupção.
A ausência das manifestações de rua não significa que a sociedade perdeu o interesse. Pelo contrário, o impacto de espetáculos como o do TSE tem um longo alcance. É muito provável que, num momento em que achar necessário, vá comparecer com a célebre voz da rua. Se tudo o que aconteceu passar em branco, corremos o risco de nos transformar numa nação de zumbis. Com a exceção de praxe: os índios isolados da Amazônia.

Por Fernando Gabeira, em O Globo

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Coleção Quasar K+: 

Livro 1: Quasar K+ Planejamento Estratégico;
Livro 2: Shakespeare: Medida por medida. Ensaios sobre corrupção, administração pública e administração da justiça;
Livro 3: Nikolai Gogol: O inspetor geral. Accountability pública; Fiscalização e controle;
Livro 4: Liebe und Hass: nicht vergessen Aylan Kurdi. A visão de futuro, a missão, as políticas e as estratégias; os objetivos e as metas.


O que é a metodologia Quasar K+ de planejamento estratégico?

QUASAR K+ é uma metodologia que procura radicalizar os processos de participação cidadã através de três componentes básicos:
a.Planejamento;
b.Educação e Teatro;
c.Participação intensiva.

Para quem se destina a ferramenta?

A metodologia QUASAR K+ foi desenvolvida para se constituir em uma base referencial tanto para as pessoas, os indivíduos, como para as organizações. Portanto, sua utilização pode ensejar a modernização desde o simples comércio de esquina ao grande conglomerado corporativo. Mas, também, os projetos de crescimento e desenvolvimento individuais, a melhoria das relações familiares...

Fazendo uso da metodologia QUASAR K+ poderemos descortinar novos horizontes nos habilitando a fazer mais e melhor com menor dispêndio de recursos.

Qual a razão desta metodologia?

Nas democracias modernas as sociedades se mostram tanto mais evoluídas e sustentáveis quanto mais aprimoram a qualidade da participação na vida organizacional, política e social.

Para que a participação se revista de qualidade se faz necessário dominar um conjunto de técnicas e instrumentais capazes de impregnar o processo de maior eficácia.

É deste contexto que emerge a metodologia QUASAR K+: disponibilizar técnicas específicas ancoradas em valores e princípios da educação e do teatro, incorporando - como eixo estruturante - as ferramentas do planejamento.

Portanto, é uma metodologia que busca assegurar qualidade à consecução dos objetivos, estratégias e metas traçados.

Por conseguinte, a aplicação da tecnologia possibilitará que nossa inserção e participação nos ambientes de estudo, trabalho, entretenimento e moradia, se verifique de maneira progressivamente mais satisfatória. Ao mesmo tempo em que nos empodera:

- eleva a autoestima – na medida em que tomamos consciência da evolução de nossa capacidade produtiva, da habilidade adquirida para interagir e contribuir com a família, o grupo social, a organização, a sociedade;

- incorpora ganhos sociais para a família, a escola, a instituição em que trabalhamos e a comunidade onde moramos, considerando que os produtos e resultados de nossa intervenção direta passam a ostentar qualidade diferenciada, mais fina, apurada e consentânea com as aspirações por um mundo melhor e mais justo.

De maneira estruturada, o livro enfoca:

- Planejamento e Administração
- O setor público
- Empreendedorismo & iniciativa privada
- Participação intensiva & terceiro setor
- Cidadania
- Qualidade Total
- Educação & Teatro

Para saber mais sobre o livro, clique na capa.


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terça-feira, 20 de junho de 2017

Câmara dos Deputados lança site de desafio para soluções tecnológicas


A Câmara dos Deputados lançou um portal exclusivo para desafiar o cidadão a desenvolver soluções digitais para os serviços públicos do Legislativo. O canal foi disponibilizado durante a Campus Party em Brasília, onde também foram apresentados dois concursos que oferecem, ao todo, R$ 350 mil em prêmios.
Segundo a servidora do Centro de Informática da Câmara dos Deputados Patrícia Almeida, a iniciativa é um esforço da Casa de aproximar o cidadão e fazer uma democracia digital eficaz, portanto o novo canal será permanente e trará sempre novos desafios. “Só a tecnologia consegue transparência, isonomia de informação e velocidade”, explica.
Além disso, a instituição entende que essa é uma forma inovadora de aplicar a Lei de Licitações (8.666/1993), ao abrir espaço para ideias criativas sem que isso venha necessariamente de uma empresa formalizada ou constituída, já que qualquer indivíduo ou equipe pode participar do desafio. “É um concurso de ideias já prontas e apresentadas. Não é como uma licitação em que você faz uma disputa de preços e só depois aquele que te deu o menor preço vai te apresentar realmente o que tem a oferecer. Muitas vezes, pode não ser uma solução das mais adequadas para os problemas a que se propõe”, explica outro servidor do CI, Fabrício Rocha.
O primeiro desafio apresentado tem como objetivo criar um projeto para o novo portal da Câmara dos Deputados, com design criativo, navegação intuitiva, soluções de interação e transparência. Nele serão oferecidos R$ 300 mil em prêmios, divididos entre os três primeiros colocados, sendo R$ 150 mil para o primeiro lugar, R$ 100 mil para o segundo e R$ 50 mil para o terceiro. “A gente espera atrair as melhores cabeças de empresas, de indivíduos, da academia inclusive, das universidades, para apresentarem o melhor portal legislativo do mundo”, diz Fabrício.
Os projetos podem ser enviados para a Câmara dos Deputados até o dia 15 de setembro de 2017 e seguem as regras previstas no edital publicado no Diário Oficial da União desta sexta-feira (16). O regulamento também está disponível no portal Desafio.leg.br . Segundo Fabrício, a expectativa é de que as soluções apresentadas aproximem mais o cidadão comum da rotina do Legislativo. “A gente esperar atrair ideias que sejam simples e óbvias, que nunca passaram pela nossa cabeça, mas que vão permitir, por exemplo, que o cidadão se interesse mais pelo processo legislativo, que muitas vezes é árido, é difícil de entender, é muito cheio de meandros e detalhes. Talvez as pessoas consigam criar formas de visualização, de apresentação, até de trabalho de linguagem que permitam que o cidadão comum se interesse mais”.

O segundo concurso lançado é o Desafio APP Legislativo 2017, que propõe o desenvolvimento de um aplicativo para celulares sobre o processo legislativo. Ele deve ser desenvolvido a partir das informações disponibilizadas no canal 
Dados Abertos . Depois de criado, para concorrer o aplicativo precisa ser publicado em lojas nacionais e internacionais. “Mesmo aqueles concorrentes que não sejam premiados vão ter um produto já com vida própria, com o qual podem ganhar dinheiro”, diz Fabrício.
Os prêmios serão de R$ 25 mil para o primeiro colocado, R$ 15 mil para o segundo e R$ 10 mil para o terceiro. Os aplicativos podem ser inscritos até o dia 25 de agosto deste ano e todas as regras para participar também estão disponíveis no portal Desafio.leg.br .
Dados Abertos
Durante a Campus Party, a Câmara dos Deputados lançou um serviço de transparência que oferece ferramentas para acessar informações sobre a Casa. No novo canal Dados Abertos qualquer cidadão pode pesquisar todas as informações sobre tramitações, votações de projetos, pareceres, atuação e despesas feitas pelos parlamentares. Os dados disponibilizados são organizados em 11 coleções e podem ser visualizados por meio de planilhas do Excel e programas estatísticos. Na plataforma também é possível assistir a tutoriais que explicam como utilizar a plataforma.
E-Democracia
Além disso, inovações foram apresentadas ao canal E-Democracia . O portal existe desde 2009 e tem como objetivo promover a interação do cidadão no processo legislativo. Além de ganhar nova marca, o canal também está de visual novo e mais espaços de interação, como o “Expressão”, que é um fórum de debates entre cidadãos e parlamentares. Nele, é possível sugerir conteúdos e receber lembretes e atualizações sobre os temas discutidos.
Foi criada também a seção "Audiências Interativas", que permite o envio de dúvidas e sugestões aos parlamentares sobre temas em debate nas audiências públicas e comissões gerais, além de ser possível votar nas perguntas mais relevantes, para que a escolhida seja respondida ao vivo.
A “Wikilegis”, plataforma para construção colaborativa de leis, também passou por aprimoramento e agora permite conferir dados de tramitação dos projetos. As consultas públicas podem ser compartilhadas em sitesblogs e no facebook.
Por Fabíola Sinimbú, da Agência Brasil


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O livro com a peça teatral Irena Sendler, minha Irena:


A história registra as ações de um grande herói, o espião e membro do Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães, Oskar Schindler, que salvou cerca de 1.200 judeus durante o genocídio perpetrado pelos nazistas. O industrial alemão empregava os judeus em suas fábricas de esmaltes e munições, localizadas na Polónia e na, então, Tchecoslováquia.   

Irena Sendler, utilizando-se, tão somente, de sua posição profissional – assistente social do Departamento de Bem-estar Social de Varsóvia – e se valendo de muita coragem, criatividade e altruísmo, conseguiu salvar mais de 2.500 crianças judias.

"O Anjo do Gueto de Varsóvia", como ficou conhecida Irena Sendlerowa, conseguiu salvar milhares de vidas ao convencer famílias cristãs polonesas a esconder, abrigando em seus lares, os pequeninos cujo pecado capital – sob a ótica do führer – consistia em serem filhos de pais judeus.

Período: 2ª Guerra Mundial, Polônia ocupada pela Alemanha nazista. A ideologia de extrema-direita que sistematizou o racismo científico e levou o antissemitismo ao extremo com a Solução Final, implementava a eliminação dos judeus do continente europeu.

A guerra desencadeada pelos nazistas – a maior deflagração do planeta – mobilizou 100 milhões de militares, provocando a maior carnificina já experimentada pela humanidade, entre 50 e 70 milhões de mortes, incluindo a barbárie absoluta, o Holocausto, o genocídio, o assassinato em massa de 6 milhões de judeus.

Este é o contexto que inspirou o autor a escrever a peça teatral “Irena Sendler, minha Irena”.

Para dar sustentação à trama dramática, Antônio Carlos mergulhou fundo na pesquisa histórica, promovendo a vasta investigação que conferiu à peça um realismo que inquieta, suscitando reflexões sobre as razões que levam o homem a entranhar tão exageradamente no infesto, no sinistro, no maléfico. Por outro lado, como se desanuviando o anverso da mesma moeda, destaca personagens da vida real como Irena Sendler, seres que, mesmo diante das adversidades, da brutalidade mais atroz, invariavelmente optam pelo altruísmo, pela caridade, pela luz.

É quando o autor interage a realidade à ficção que desponta o rico e insólito universo com personagens intensos – de complexa construção psicológica - maquinações ardilosas, intrigas e conspirações maquiavélicas, complôs e subterfúgios delineados para brindar o leitor – não com a catarse, o êxtase, o enlevo – e sim com a reflexão crítica e a oxigenação do pensamento.
Dividida em oito atos, a peça traz à tona o processo de desumanização construído pelas diferentes correntes políticas. Sob o regime nazista, Irena Sandler foi presa e torturada – só não executada porque conseguiu fugir. O término da guerra, em 1945, que deveria levar à liberdade, lancinou o “Anjo do Gueto” com novas violências, novas intolerâncias, novas repressões. Um novo autoritarismo dominava a Polônia e o leste Europeu. Tão obscuro e cruel quanto o de Hitler, Heydrich, Goebbels, Hess e Menguele, surgia o sistema que prometia a sociedade igualitária, sem classes sociais, assentada na propriedade comum dos meios de produção. Como a fascista, a ditadura comunista, também, planejava erigir o novo homem, o novo mundo. Além de continuar perseguindo Irena, apagou-a dos livros e da historiografia oficial, situação que só cessaria com o debacle do império vermelho e a ascensão da democracia, na Polônia, em 1989.


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segunda-feira, 19 de junho de 2017

Mala preta aos três anos da Lava Jato

Apertem os cintos: a isso o que chamam estabilidade nós chamamos turbulência
FANTASMA À ESPREITA - Rocha Loures (atrás de Temer): o “homem da mala” pode virar delator (Dida Sampaio/Estadão Conteúdo)
O Brasil não é para principiantes. Tantas vezes ouvimos essa frase que se tornou lugar-comum. A fase de combate à corrupção iniciada há três anos pela Lava Jato pode levar-nos a conclusões maniqueístas, do tipo bem contra o mal, republicanos contra patrimonialistas.
Olhando de perto, a frente que se coloca contra o trabalho da Lava Jato é muito mais ampla do que o grupo dos grandes partidos que articulam para destruí-la, no governo e no Congresso.
Líder entre os juízes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que absolveram a chapa Dilma-Temer, apesar das provas, Gilmar Mendes fixou-se num argumento importante: o da estabilidade. Quem a rejeita, num país com 14 milhões de desempregados? O argumento de estabilidade deveria sempre estar sobre a mesa.
No entanto, conforme mostrou Bolívar Lamounier, em intervenção recente, um julgamento visto por todo o País no qual se enterram as provas é um fator de instabilidade. Cava um novo fosso entre a sociedade e as instituições, revelando uma Justiça Eleitoral, pouco conhecida até então, como um artefato de outra galáxia.
Em outra posição dentro da grande frente adversária estão os responsáveis, jornalistas próximos ao Planalto e o próprio PSDB, que saltou para a enganadora maciez dos cargos no governo.
Interessante classificar os que pedem a queda de Temer como irresponsáveis. Já que estamos usando a palavra, é bom lembrar que não somos presidentes nem recebemos um empresário investigado à noite, sem anotação na agenda, usando senhas no portão de entrada.
Não nos parece responsável um presidente que mantém aquele tipo de diálogo, tarde da noite, com o dono da Friboi. Tampouco parece responsável designar como interlocutor do empresário Joesley Batista um assessor especial que, horas depois, é filmado carregando a mala com R$ 500 mil.
Para ficar no universo mínimo de uma só palavra, a irresponsabilidade decisiva foi de Temer. Supor que três anos depois da Lava Jato não só tudo terminaria em pizza, como o dinheiro da propina seria pago diretamente na Pizzaria Camelo.
Foi Temer sozinho que arruinou suas chances de conduzir as reformas e jogou para fora da pinguela uma grande parte da sociedade, já constrangida com ela, mas vendo-a como a única saída momentânea. A maioria tem o direito de rejeitar um presidente que se envolve em práticas tão sospechosas. De achar que ele deva ser investigado, mas que os dados já expostos o desqualificam para o cargo.
Neste instante, a pergunta dos que defendem a instabilidade: se Temer cair, não pode ser pior, o caos não tomaria conta? A hipótese das diretas é bom tema para uma pajelança, mas não é uma proposta viável, na medida em que sua aprovação depende do Congresso.
Não tenho ilusões sobre um presidente eleito pelo atual Parlamento. Também ele seria escolhido com base numa promessa de neutralizar a Lava Jato. Independentemente de seu perfil, ele terá, de alguma forma, de comandar a frente contra as investigações.
Lula cumpriu o seu papel, a cúpula do PMDB e o presidente do PSDB também o cumpriram. Nesse particular, até o momento foram derrotados.
Temer está em guerra aberta contra a Lava Jato. Usa a mesma tática de Lula contra Moro. Agora o general a abater nas hostes adversárias é o ministro Edson Fachin. Esta semana surgiu a notícia de que Temer teria usado a Abin para investigar a vida de Fachin, descobrindo seus pontos fracos. Atribui-se a notícia a um assessor de Temer. Se isso foi mesmo assim, fico em dúvida se ele queria atingir seu chefe ou deixar no ar uma suspeita sobre Fachin.
Na Câmara, um dos veteranos da batalha Eduardo Cunha, o deputado José Carlos Marin, tornou-se vice-líder do governo. E disse que é perfeitamente legal a Abin investigar um ministro do STF.
Marin e outros veteranos da batalha de Cunha articulam uma CPI da JBS e o objetivo principal é levar Fachin para depor. Fachin é o Moro de Temer, até que Temer caia do governo nos braços do próprio Moro.
Estranha estabilidade a que nos oferecem os defensores da presença de Temer. Nos tribunais as provas não valem. Durante as investigações também pouco importam: em vez de se defenderem, os acusados passam a atacar os investigadores.
A máquina do Estado volta-se agora contra as instituições que realmente estão trabalhando com seriedade, desvelando o esquema continental de corrupção. Temer assumiu a mesma tática de Lula. E sem nenhuma combinação prévia se prepara para gastar dinheiro com um pacote de bondades que o tire do isolamento de hoje. Nem os próprios defensores da estabilidade econômica pensavam num desdobramento como esse.
Quando se desenha uma estabilidade com um presidente na corda bamba, as pretensões, mesmo legítimas, vão esbarrar a cada instante na sua própria negação. Ao invés do termo estabilidade, para conservar o que já existe, prefiro uma expressão para mudar o que está aí: equilíbrio dinâmico.
Se Temer incorreu em crime, ele precisa sair. Um novo presidente, eleito pelo Congresso, fará parte do mesmo bloco contrário ao da sociedade que apoia a Lava Jato. Mas como seria o último a tentar a batalha final, talvez tivesse algum cuidado – nessa guerra já caíram alguns dos principais expoentes da política brasileira. Num ano eleitoral existe uma chance de a sociedade controlar um pouco mais o Parlamento e o presidente escolhido por ele.
Não é um futuro dos sonhos. É um caminho difícil no rumo das mudanças, mas é o que a Constituição nos oferece. Teremos muito ainda que suportar. Mas será um fardo menor que enterro de provas nos tribunais e guerra contra investigações que podem destruir o gigantesco esquema de corrupção.
Por enquanto, vamos assistir à guerra de Temer contra a Lava Jato. Apertem, pois, os cintos: o que chamam de estabilidade nós chamamos de turbulência.

Fernando Gabeira, no Estadão

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O livro com a peça teatral Irena Sendler, minha Irena:


A história registra as ações de um grande herói, o espião e membro do Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães, Oskar Schindler, que salvou cerca de 1.200 judeus durante o genocídio perpetrado pelos nazistas. O industrial alemão empregava os judeus em suas fábricas de esmaltes e munições, localizadas na Polónia e na, então, Tchecoslováquia.   

Irena Sendler, utilizando-se, tão somente, de sua posição profissional – assistente social do Departamento de Bem-estar Social de Varsóvia – e se valendo de muita coragem, criatividade e altruísmo, conseguiu salvar mais de 2.500 crianças judias.

"O Anjo do Gueto de Varsóvia", como ficou conhecida Irena Sendlerowa, conseguiu salvar milhares de vidas ao convencer famílias cristãs polonesas a esconder, abrigando em seus lares, os pequeninos cujo pecado capital – sob a ótica do führer – consistia em serem filhos de pais judeus.

Período: 2ª Guerra Mundial, Polônia ocupada pela Alemanha nazista. A ideologia de extrema-direita que sistematizou o racismo científico e levou o antissemitismo ao extremo com a Solução Final, implementava a eliminação dos judeus do continente europeu.

A guerra desencadeada pelos nazistas – a maior deflagração do planeta – mobilizou 100 milhões de militares, provocando a maior carnificina já experimentada pela humanidade, entre 50 e 70 milhões de mortes, incluindo a barbárie absoluta, o Holocausto, o genocídio, o assassinato em massa de 6 milhões de judeus.

Este é o contexto que inspirou o autor a escrever a peça teatral “Irena Sendler, minha Irena”.

Para dar sustentação à trama dramática, Antônio Carlos mergulhou fundo na pesquisa histórica, promovendo a vasta investigação que conferiu à peça um realismo que inquieta, suscitando reflexões sobre as razões que levam o homem a entranhar tão exageradamente no infesto, no sinistro, no maléfico. Por outro lado, como se desanuviando o anverso da mesma moeda, destaca personagens da vida real como Irena Sendler, seres que, mesmo diante das adversidades, da brutalidade mais atroz, invariavelmente optam pelo altruísmo, pela caridade, pela luz.

É quando o autor interage a realidade à ficção que desponta o rico e insólito universo com personagens intensos – de complexa construção psicológica - maquinações ardilosas, intrigas e conspirações maquiavélicas, complôs e subterfúgios delineados para brindar o leitor – não com a catarse, o êxtase, o enlevo – e sim com a reflexão crítica e a oxigenação do pensamento.
Dividida em oito atos, a peça traz à tona o processo de desumanização construído pelas diferentes correntes políticas. Sob o regime nazista, Irena Sandler foi presa e torturada – só não executada porque conseguiu fugir. O término da guerra, em 1945, que deveria levar à liberdade, lancinou o “Anjo do Gueto” com novas violências, novas intolerâncias, novas repressões. Um novo autoritarismo dominava a Polônia e o leste Europeu. Tão obscuro e cruel quanto o de Hitler, Heydrich, Goebbels, Hess e Menguele, surgia o sistema que prometia a sociedade igualitária, sem classes sociais, assentada na propriedade comum dos meios de produção. Como a fascista, a ditadura comunista, também, planejava erigir o novo homem, o novo mundo. Além de continuar perseguindo Irena, apagou-a dos livros e da historiografia oficial, situação que só cessaria com o debacle do império vermelho e a ascensão da democracia, na Polônia, em 1989.


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domingo, 18 de junho de 2017

Feira do Livro de Brasília com o tema Inclusão e Cidadania


Começou no dia 16 e vai até o dia 25 de junho a 33ª Feira do Livro de Brasília. O evento, realizado na área externa do Shopping Pátio Brasil, reúne uma média de 90 estandes e cerca de 50 expositores de livrarias e editoras de várias partes do país. Além da venda de livros, a feira terá espaço para a realização de debates, conversa com autores, homenagens, leitura de poemas e saraus.
De acordo com um dos organizadores, Gabriel Lima, a feira pretende atrair crianças, jovens e adultos de todas as idades e traz como tema principal para os debates a inclusão e a cidadania, com foco no protagonismo dos jovens autores e leitores. “O que a gente quer passar é que podemos resgatar os valores da leitura e aliar ao mundo moderno da internet”, disse à Agência Brasil.
A relação entre literatura e internet também terá espaço no evento, que debate ainda temas que estão na ordem do dia como o debate de gênero e a presença das mulheres na literatura, o bullying e violência nas escolas, a inclusão, diversidade e acessibilidade das políticas de acesso a livros nas bibliotecas do país, a contribuição africana na formação literária e poética do Brasil, com espaço para a narração de lendas africanas e o debate sobre relações étnico-raciais na educação.
Entre os homenageados estão os poetas Ferreira Gullar, Torquato Neto e o cantor e compositor Belchior, que morreu em abril. “A gente está com uma programação vasta, com diversos autores. A gente vai homenagear também os 50 anos da Tropicalia, com algumas atrações voltadas para o tema”, acrescentou.
O evento contará com a participação dos poetas Antonio Risério, Nicolas Behr, Francisco Alvim e Antonio Cícero, que debaterão a contribuição do movimento tropicalista para a literatura e a Música Popular Brasileira (MPB). Cícero tem composições com Marina Lima, de quem é irmão e divide a parceria de canções como Fullgás e Para Começar, e Cláudio Zoli, com quem divide À Francesa, além de músicas com Waly Salomão, João Bosco, Orlando Moraes, Adriana Calcanhoto e Lulu Santos.
Além das homenagens, a feira promete ser um espaço para a literatura produzida no Distrito Federal, servindo de vitrine para as produções locais. Entre os homenageados da cidade, está o escritor e presidente da Academia Taguatinguense de Letras, Gustavo Dourado.
“Estamos lançando a primeira antologia da academia, com 145 autores locais, temos ainda poemas inéditos de Carlos Drummond de Andrade, do Mario Quintana, do Décio Pignatari, do Renato Russo”, disse Dourado, escritor com vasta produção em literatura de cordel.
A academia, que tem um estande na feira, lançará uma antologia com autores locais. “A antologia é um retrato do que se produz de literatura no Distrito Federal. Ela vem com a força das regiões brasileiras, a endossar a criatividade, a brasilidade e a originalidade de poetas, romancistas, contistas, cronistas, ensaístas e articulistas” afirmou a editora do livro, Maria Felix Fontele.
Além dos debates, manifestações poéticas e homenagens, a Feira do Livro reservará espaço para a apresentação de shows e manifestações culturais.
Por Luciano Nascimento, da Agência Brasil


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Coleção Quasar K+: 

Livro 1: Quasar K+ Planejamento Estratégico;
Livro 2: Shakespeare: Medida por medida. Ensaios sobre corrupção, administração pública e administração da justiça;
Livro 3: Nikolai Gogol: O inspetor geral. Accountability pública; Fiscalização e controle;
Livro 4: Liebe und Hass: nicht vergessen Aylan Kurdi. A visão de futuro, a missão, as políticas e as estratégias; os objetivos e as metas.


O que é a metodologia Quasar K+ de planejamento estratégico?

QUASAR K+ é uma metodologia que procura radicalizar os processos de participação cidadã através de três componentes básicos:
a.Planejamento;
b.Educação e Teatro;
c.Participação intensiva.

Para quem se destina a ferramenta?

A metodologia QUASAR K+ foi desenvolvida para se constituir em uma base referencial tanto para as pessoas, os indivíduos, como para as organizações. Portanto, sua utilização pode ensejar a modernização desde o simples comércio de esquina ao grande conglomerado corporativo. Mas, também, os projetos de crescimento e desenvolvimento individuais, a melhoria das relações familiares...

Fazendo uso da metodologia QUASAR K+ poderemos descortinar novos horizontes nos habilitando a fazer mais e melhor com menor dispêndio de recursos.

Qual a razão desta metodologia?

Nas democracias modernas as sociedades se mostram tanto mais evoluídas e sustentáveis quanto mais aprimoram a qualidade da participação na vida organizacional, política e social.

Para que a participação se revista de qualidade se faz necessário dominar um conjunto de técnicas e instrumentais capazes de impregnar o processo de maior eficácia.

É deste contexto que emerge a metodologia QUASAR K+: disponibilizar técnicas específicas ancoradas em valores e princípios da educação e do teatro, incorporando - como eixo estruturante - as ferramentas do planejamento.

Portanto, é uma metodologia que busca assegurar qualidade à consecução dos objetivos, estratégias e metas traçados.

Por conseguinte, a aplicação da tecnologia possibilitará que nossa inserção e participação nos ambientes de estudo, trabalho, entretenimento e moradia, se verifique de maneira progressivamente mais satisfatória. Ao mesmo tempo em que nos empodera:

- eleva a autoestima – na medida em que tomamos consciência da evolução de nossa capacidade produtiva, da habilidade adquirida para interagir e contribuir com a família, o grupo social, a organização, a sociedade;

- incorpora ganhos sociais para a família, a escola, a instituição em que trabalhamos e a comunidade onde moramos, considerando que os produtos e resultados de nossa intervenção direta passam a ostentar qualidade diferenciada, mais fina, apurada e consentânea com as aspirações por um mundo melhor e mais justo.

De maneira estruturada, o livro enfoca:

- Planejamento e Administração
- O setor público
- Empreendedorismo & iniciativa privada
- Participação intensiva & terceiro setor
- Cidadania
- Qualidade Total
- Educação & Teatro

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